domingo, janeiro 03, 2010
Fábula - A lebre a e tartaruga
- Muito bem - respondeu a Tartaruga sorrindo. – Apesar de seres tão veloz como o vento, vou ganhar-te numa corrida.
A Lebre, pensando que tal era impossível, aceitou o desafio. Resolveram entre elas que a raposa escolheria o percurso e seria o árbitro da corrida. No dia combinado, encontraram-se e partiram juntas.
A Tartaruga começou a andar no seu passo lento e miudinho, nunca parando pelo caminho, direita até à meta.
A Lebre largou veloz, mas algum tempo depois deitou-se à beira do caminho e adormeceu. Quando acordou, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode. Mas já era tarde... Quando chegou à meta, verificou que a Tartaruga tinha ganho a aposta e que já estava a descansar confortavelmente.
Moral da história:
Devagar mas com persistência completas todas as tarefas.
Ano novo, vida nova.
Costumeiras são as resoluções de de inicio de ano. Momentos há quem diga que momentos marcantes não são boa alturas para tomar resoluções de fundo. Discordo, não é por serem momentos marcantes que as resoluções caem, é pelas resoluções em si... De que vale ir contra a nossa própria natureza?
Mas será que nos conhecemos assim tão bem como pensamos?
De que é feita a nossa Natureza?
Bom Ano!
Boa Década!
domingo, julho 26, 2009
Astros
A força que os define: força de atracção... força gravítica. Engraçado embora falemos do mesmo, um nome chama para si, o outro para baixo. São curiosidades da língua portuguesa ou da energia das palavras?
Mas sim, é essa mesma força que os define... aos astros.
sábado, março 21, 2009
os dois sentimentos da vida
O amor seria o cerne para todos os sentimentos ditos moralmente correctos, e o medo a origem de todos os moralmente incorrectos, no meio certamente ficariam os "moralmente cinzentos" (perdoem-me a expressão), mistura de ambos em várias proporções. Isto claro está, é já o meu resumo da coisa que o programa durou cerca de uma hora, mas retive a parte do ciúme na minha memória. Era claro para o individuo, que o ciúme era proveniente do medo de perda, ou seja ao pensarmos que poderemos perder alguém a quem dedicamos parte de nós, teremos ciúmes. Tem lógica, não digo que não tenha, mas a mim confunde-me um pouco o sistema, porque alguém demonstrar que tem ciúmes de mim, é elogioso, sem dúvida, mas até determinado limite, passando essa barreira - indefinida talvez, passa para a para um patamar de que não se compreende, as pessoas estão juntas porque gostam e querem estar, caso contrário existem sempre soluções. Melhores ou piores mas existem.
Apesar, de chegar ao fim do programa e concordar na parte do ciúme ser derivado também a medo, porque para mim tab´me tem inveja e cobiça à mistura, continuei a achar tudo muito reducionista. Então e a Paixão é derivada somente do Amor? Será outro nível de Amor? E Compaixão, que só de si é uma palavra contraditória... O Entusiasmo é Amor ou Medo?
quinta-feira, março 05, 2009
The white silence

...
Faz já muito tempo que deixei de tentar contrariar a Natureza. Não há como vencer essa batalha e portanto, porquê gastar energias em batalhas com poucos frutos, colhidos de uma só rajada, por quem não necessita que amadureçam na árvore para saber quais é que valem apena.
Tudo o que da Natureza retiramos, inevitavelmente ela irá buscar. A um lado ou outro, e a corda partirá sempre, pelo lado mais fraco. São verdades incontestáveis da vida,... como outras tantas possivelmente contornáveis com jogo de cintura...
Quem somos, como agimos, não há como negar. A postura, o sorriso, os gestos, as palavras e o olhar devem ser coerentes para que não se levantem desconfianças contra nós. Quando algo não bate certo existe sempre um levantar de sobrancelha.
Independentemente do bater certo ou não, independentemente de acharmos que estamos acima de juízos de valor,... existe análise, mais ou menos detalhada, mais ou menos consiciente, mais ou menos ponderada, Existe sempre a primeira impressão.
domingo, fevereiro 15, 2009
Casamento Poliglota
domingo, fevereiro 08, 2009
sábado, janeiro 10, 2009
Hoje
porque és... foste... e sempre serás...
domingo, janeiro 04, 2009
Não resisto
sábado, janeiro 03, 2009
Rir logo pela manhã
"Ainda hoje estou para perceber como aconteceu eu ter cometido pela segunda vez exactamente o mesmo erro. Por certo estava tão preocupado em não o fazer, que farejava um Fá sustenido atrás de cada nota, e teria, de preferência, tocado desde o pricípio apenas sonoros Fás sustenidos, que tinha por isso, de me esforçar por não tocar Fás sustenidos, ainda não é um Fá sustenido... ainda não... até que... - sim, até que exactamente no tal ponto conhecido tocava de novo um Fá natural, em vez de um Fá sustenido. (...)
"Isto é um Fá sustenido!..." Pum... Pum... "Isto é ..." E, naquele momento, ela teve de expirrar. Espirrou, esfregou rapidamente as citadas pontas dos dedos por debaixo do bigode e logo a seguir bateu ainda duas, três vezes nas teclas, gritando bem alto:"Isto é um Fá sustenido! Isto é um Fá sustenido!..." Só depois tirou o lenço do punho e se assoou.
Mas eu fitavao Fá sustenido e empalidecia. Na parte dianteira da tecla estava colado um bocado de ranho viscoso e fresco, mais ou menos do tamanho de uma unha, quase tão grosso como um lápis, com o aspecto de um verme torcido, (...)
Ainda me lembro com precisão - em seis colcheias, que iam do Ré até ao Fá sustenido e numa semínima, desembocavam no Sol... como no reino dos mortos os meusdedos vacilavam por ali abaixo na escala, Ré, Dó, Si, Lá, Sol... "Agora o Fá sustenido!", gritaram ao meu lado... E eu, tenho disso clara consciência, que fiz? Com um perfeito e mortal desdém, toquei o Fá natural."
Que encontro, palavras ditas e reditas, temas abordados e reabordados. Poemas que fazem parte de mim e por isso aqui os coloco.
Música que ficou em mim por razões temporais, estruturais e intemporais. Difícil seria não notar o quanto gosto destas palavras, pelas vezes que as referi, por isso mesmo:
terça-feira, junho 24, 2008
quinta-feira, junho 12, 2008
terça-feira, junho 10, 2008
just dance
I wanna dance with the dark stormy clouds, with the hell of my soul, I wanna dance forever trough the night,... cause my life has no morning, no more...
sexta-feira, maio 30, 2008
não existe
o que vejo, só existe para mim, e o que vejo é apenas o que o meu cérebro consegue processar, o que ele não consegue compreender, não vejo, assim certamente,`há muito neste mundo inexistente que eu não vejo, mas como a realidade não existe, nada disto faz sentido...
do mesmo modo o que tu vês, é apenas o que o teu cérebro consegue alcançar, tudo o resto é invisível aos teus olhos... logo se a nossa realidade é sem ser, e eu não compreender a tua, para mim és invisível, ... mesmo que sejas a minha alma...
"o que os olhos não vêem coração não sente"
Não posso negar que hoje tenho tudo o que poderia ver à minha frente, se amanhã descobrir mais alguma coisa, então amanhã terei mais...
Foi talvés por egoísmo, quero pensar que também um pouco por amor,... que estou eu a dizer, eu o cúmulo do egoísmo,.. e se foi por egoísmo,... a questão é que foi,... saiu e agora...
ela estava bem encaixotada, arrumada, arquivada e catalogada, quem te manda andar a limpar pó, saiu e não a consigo parar... a minha realidade...
que importa....
não existe...
segunda-feira, maio 26, 2008
É seguro...pergunto eu...??? Talvez não, certamente que não,... respondes tu!!! Qual a solução então?!
Sorriso na cara, sorriso nos olhos, ... Lábios de cera, lábios frios,... Olhos de vidro, olhos vazios...
- Não!!! - gritas tu.
- Não. - sussurro eu.
Mas tu és a sombra e eu o corpo, e juntos formamos o só.
domingo, maio 25, 2008
Quero um beijo
Vem-me sempre à memória, uma cena que presenciei, em plena noite Bolognesa. Quiça da minha sensibilidade da altura, certamente não a cena mais provocante que já assisti, mas marcou-me. No lusco fusco do bar, às tantas da madrugada, foi num instante que do canto do meu olho me chamou à atenção. Um rasgo de vontade, mãos em pulsos, costas com parede, um acto carnal e apaixonado de desejo puro que me deixou embasbacada...
Veio-me à memória...
quarta-feira, maio 21, 2008
Considerando que vivo de momentos de realidade, em instantes de incerteza, ontem à noite então devo ter sonhado.
Sonhei sim, mas sonhos tem significado, sonhos que se mantêm na nossa mente, para além do limbo do acordar, devem ter mais ainda. Este é um deles, recordo-me quase das frases que li no meu inconsciente. Poderia quase decalca-las da minha memória para este blog, mas não faria sentido para mais ninguém senão para a minha insegurança.
Eu falando de insegurança,... contraditório... certamente, mas a verdade é que para ultrapassar algo o primeiro passo é não o negar. Lição aprendida de um modo duro que não pretendo esquecer.
Por isso sim, admito que estou insegura e agora... e agora... que poderei fazer,...
Racionalmente a insegurança esvai-se em pó que voa à menor brisa, mas não,... não somos somos só racionais, existe sempre a parte emocional... essa não funciona com valores lógicos...
terça-feira, maio 20, 2008
hoje pensei no tempo
Tempo que passa, mas passa porque o criámos para passar, o próprio conceito é passageiro. Tempo só existe porque o criámos, antes do tempo apenas um circulo de movimentos astronómicos que se sucedem. Nada mais, aos quais acrescentamos um nome e dai um conceito uma ideia.
mas nossa, não existente anteriormente,
nascer, crescer e morrer,
voltar a nascer, crescer ainda mais e morrer
apenas isso existia
